Novas Descobertas Poderiam Revelar a Causa dos Sintomas da Doença de Parkinson
Um recente estudo da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, trouxe insights significativos sobre a doença de Parkinson. A pesquisa, publicada na prestigiada revista Nature Neuroscience, focou na relação entre a perda de neurônios e a manifestação dos sintomas característicos da doença.
A Conexão com a Dopamina
A substância negra pars compacta (SNc) do cérebro é um foco central da pesquisa de Parkinson. Esta área está intrinsicamente ligada aos comandos de movimento do corpo e é considerada o "marco zero" da doença. O estudo identificou três subtipos distintos de neurônios nesta região, todos reativos à dopamina. Estes neurônios são caracterizados pela expressão individual de um dos três genes diferentes, cada um com uma resposta distinta a estímulos variados, sejam eles satisfatórios, desagradáveis ou relacionados à velocidade de movimento.
Revelações Cruciais
O neurobiólogo responsável pelo estudo, Daniel Dombeck, destacou uma descoberta significativa: "Um dos subtipos identificados está ligado à sinalização motora e não possui resposta relacionada à recompensa. Surpreendentemente, é nesta área que os neurônios dopaminérgicos morrem inicialmente na doença de Parkinson."
Os genes-chave em foco durante o estudo foram: Slc17a6, Calb1 e Anxa1. Utilizando modelos transgênicos de camundongos, os pesquisadores marcaram esses neurônios para que fosse possível observar sua atividade. Em determinados testes, aproximadamente 30% dos neurônios dopaminérgicos se ativavam durante o movimento dos camundongos. Um dos subtipos genéticos mostrou correlação com a aceleração. O neurobiólogo Rajeshwar Awatramani observou: "Quando o rato acelerava, percebíamos atividade; no entanto, esta atividade não era notada em resposta a estímulos recompensadores."
Implicações para o Parkinson
A equipe de pesquisa sugere que a morte destes neurônios dopaminérgicos associados à aceleração possa estar causando um desequilíbrio cerebral que resulta nos sintomas de tremor do Parkinson. Simplificando, os neurônios ligados à desaceleração permanecem ativos, levando o cérebro a forçar os músculos a parar.
"Eis um novo ponto de partida", afirma Awatramani. "É uma abordagem revolucionária na forma como entendemos o cérebro no contexto do Parkinson."
Estas descobertas não apenas iluminam nossa compreensão da doença, mas também apontam para novos caminhos na pesquisa e tratamento do Parkinson.

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